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Município do Bombarral leva arte ao comércio tradicional com a primeira edição do “Comerci’Art”

27-11-2020
Município do Bombarral leva arte ao comércio tradicional com a primeira edição do “Comerci’Art”
Fazer compras no comércio tradicional enquanto admira uma peça de arte vai ser possível na vila do Bombarral, entre os dias 1 de dezembro de 2020 e 31 de janeiro 2021, com a realização da primeira edição do “Comerci’Art”.

Dinamizada pelo Município, esta iniciativa surge com a finalidade de aproximar a cultura das pessoas e em simultâneo promover o comércio tradicional, enquanto fonte de atratividade de visitantes e de dinamização da economia local.

Durante o período do evento, os 15 estabelecimentos comerciais aderentes irão acolher nos seus espaços peças de arte de três artistas convidados, constituindo-se como um fator de novidade e diferenciação para atrair potenciais clientes, quer para os estabelecimentos quer para os artistas.

Na sua primeira edição, associada ao período festivo do Natal, o “Comerci’Art” irá contar com a exposição de peças de arte da autoria de Natacha Faria, João Luís Barros e Thomas Schittek.

Neste roteiro artístico, as obras de Natacha Faria, artista que se dedica à criação de esculturas tridimensionais utilizando a técnica do papel machê, irão estar expostas na Eurochic 99, na Mel e Limão, na PB - Óptica Bombarral, na Tulipa e na Loja de Vinhos da Quinta das Cerejeiras.

Já as peças de cerâmica da autoria de João Luís Barros estarão em exposição na Caneta Azul, no Espaço Ótico, na Ourivesaria Marcos, na Retrosaria A Quarta-feira e na Rosa Charme.

Quanto às obras de Thomas Schittek, artista que se tem destacado na área da pintura em azulejo, estas irão ser apresentadas nos seguintes estabelecimentos: Decoravenida, João e Maria, Loja da Sósó, Os Cuquinhos e Multiópticas.

Veja o vídeo de apresentação do evento AQUI


Quem são os artistas da primeira edição do “Comerci’Art”?

  • Natasha Faria nasceu em 1971 em São Paulo, Brasil. Artista Plástica desde 1995, vive e trabalha em Óbidos, Portugal, desde 2016, estando o seu atelier localizado na Porta da Vila Óbidos/Loja Identidade.
 
A sua área de trabalho consiste na criação de esculturas tridimensionais em diversos tamanhos, quadros e bonecos compõem um universo imaginário criativo e provocativo. Através da técnica com papier-machê, este conjunto de formas e cores fazem nascer obras exclusivas que vão ganhando histórias e vida nas mãos da artista.

Segundo refere a artista, ''sou alguém que busco não só a forma, como resultado de transformação da matéria. Vivemos em constante transformação, e na natureza nada deve ser desprezado; fazemos parte do todo, a matéria prima que transformo, o papel que reciclo merece respeito, pois este um dia foi uma semente, depois uma árvore, e consequentemente serviu a alguém até ser descartado; vivemos em um mundo onde tudo é descartado, neste ciclo de morte e vida, encontro-me com a arte, reciclo-me e transformo-me em conjunto com cada obra e objeto que crio. Quando um objeto ganha forma e cores, o resultado final é tal e qual a metamorfose da borboleta; quando está pronta para alcançar voo e comunicar ao mundo novamente. A arte toma o corpo de fala, e fala pelos olhos, pelas mãos, pelo coração, e por todos os sentidos, ao outro.”


  • João Luís Barros nasceu em Coimbra, em 1970. Em 1988 frequentou o curso de Pintura Decorativa para artificies, no Instituto Português do Património Cultural, Instituto José de Figueiredo. A partir desta formação inicia um percurso profissional na área da pintura decorativa e na conservação e restauro de pintura mural, destacando-se alguns trabalhos no Palácio de São Bento (Sala do Senado), Teatro Garcia de Resende, Évora, Palácio Nacional de Queluz, Palácio Nacional da Pena, Sintra, Palácio da Ajuda, Embaixada do Brasil (residência), etc.

Durante esta fase aperfeiçoou-se na área da pintura e do desenho frequentando o Instituto de Artes e Ofícios e o ARCO.

Em 2002 iniciou uma nova atividade profissional, colaborando na fundação da companhia de teatro e formas animadas, “Associação Cultural Criadores de Imagens”, colaborando na produção de marionetas, máquinas de cena e cenários e, ao mesmo tempo, participando nas áreas técnico/ artísticas de luz e som.

Em 2005 na procura de novos caminhos artísticos, pesquisa e aprende cerâmica. Frequenta atualmente o Mestrado em Design de Produto, na Escola Superior de Artes e Design, do Instituto Politécnico de Leiria.


  • Thomas Schittek nasceu a 8 de janeiro de 1964 em Munique, Alemanha. Formou-se em Técnicas de Impressão na Universidade de Munique em 1988. Durante os anos 89 e 90 trabalhou, primeiro, como bolseiro da cidade de Lauenberg, na Residência dos Artistas e, mais tarde, nos Estados Unidos, num atelier em Boston. Nos finais de 90 regressou a Munique e viajou pela Alemanha com um destino já traçado, mas ainda sem rumo.   

Em 1991 rumou ao sul da Europa em autocaravana, só, em busca de um lugar que lhe dissesse “é aqui”. Passou por Peniche e por lá ficou entre abril de 1991 e maio de 1992. Foi durante este período que pintou o Diário do Sol – um conjunto único de 105 aguarelas em que o sol foi o elemento central. Uma aguarela a cada novo dia.

Este Diário do Sol é um marco na vida e obra de Thomas Schittek porque anuncia aquelas que viriam a ser caraterísticas maiores da sua pintura: o discurso diarístico, estafetariamente cumprido em tela, papel ou azulejo; uma linguagem pictórica distinta, grandiosamente bela e simples, dominada por elementos naturalistas que denunciam a influência que o ambiente rural, o céu e o mar viriam a exercer em toda a sua obra; e a disciplina e dinamismo do seu trabalho que nos tem revelado um fonte inesgotável de inspiração.
Fonte: Município do Bombarral - Paulo Coelho