Bombarral Homepage  BOMBARRAL
  • Facebook
  • Twitter

Iniciativa decorreu no Auditório Municipal e contou com mais de meia centena de participantes

Bombarral promoveu workshop sobre a vespa asiática

21-10-2019
Bombarral promoveu workshop sobre a vespa asiática
[+] Fotos
O Município do Bombarral, em colaboração com a Turma da Abelha, promoveu esta quinta-feira, dia 17 de outubro de 2019, um workshop sobre a vespa asiática (ou vespa velutina), que teve por finalidade dotar os participantes de um maior conhecimento acerca deste inseto que se tem vindo a propagar por todo o território nacional.

Tendo em atenção a gravidade da situação, “impunha-se trazer até nós um especialista para nos ajudar a perceber melhor a problemática da vespa asiática, que é algo que nos deve preocupar a todos”, referiu, na abertura da sessão, o presidente da Câmara Municipal, Dr. Ricardo Fernandes.  

Recordando os casos que têm surgido, nomeadamente a norte do país, o autarca afirmou que “no Bombarral, felizmente, ainda não foi detetado nenhum ninho de vespa asiática, no entanto esta é uma situação que pode atingir o nosso concelho e quanto mais preparados estivermos, melhor a conseguiremos resolver”.

A iniciativa decorreu no Auditório Municipal, onde marcaram presença mais de meia centena de participantes, nomeadamente técnicos de várias câmaras municipais e gabinetes técnicos florestais da região, apicultores e população em geral.

A dinamização do workshop esteve a cargo de Bruno Moreira, formadora na área apícola e fundador da Turma da Abelha, constituída por um grupo de apicultores que tem acompanhado o percurso da vespa asiática desde a sua chegada ao território nacional. 

Segundo Bruno Moreira, a vespa asiática entrou em território europeu, em 2004, pelo sul de França, tendo sido detetada em Portugal, mais precisamente em Viana do Castelo, no ano de 2011. Começou por proliferar-se na região norte do país, mas ao longo dos anos subsequentes foi rumando a sul, havendo já registos da sua presença na zona de Lisboa.  
 
Ao longo da sessão, que teve a duração de cerca de três horas, o formador demonstrou como se pode diferenciar as espécies autóctones da vespa asiática, sendo que esta última carateriza-se pelo facto de ter o tórax preto e as patas amarelas. 

Numa abordagem aos riscos para a saúde público, o formador recordou o número de pessoas que já foram vitimas de picadas mortais, constatando que a picada não é mais perigosa do que a da vespa europeia, e salientou, por outro lado, que a proliferação desta vepsa representa igualmente um risco para a biodiversidade e para a economia, nomeadamente para os setores frutícola e apícola. 

Bruno Moreira apresentou ainda imagens de vários ninhos desta espécie invasora, sendo os embrionários da dimensão de uma bola de ténis, enquanto os secundários (ou definitivos) podem atingir dimensões a rondar os 80 cm de altura e os 60 cm de diâmetro. 

Como salientou, a deteção dos ninhos é a tarefa mais difícil, uma vez que estes podem estar no topo das árvores, num arbusto junto ao chão ou noutro espaço mais isolado. Nesse sentido, estão neste momento a ser desenvolvidos estudos no sentido de encontrar uma forma de rastrear as vespas.

A prevenção é de momento a melhor solução para tentar travar a expensão da vespa asiática, defendendo Bruno Moreira a necessidade de sensibilizar a população a dar o seu contributo nesta matéria através da colocação de armadilhas, que podem ser construídas com uma simples garrafa de plástico, como exemplificou.

Seguidamente, o formador falou sobre as formas de destruição dos ninhos, algo que só pode ser executado pelos serviços de proteção civil ou com autorização dos mesmos, bem como os equipamentos que habitualmente são usados para a execução desta tarefa.

A sessão finalizou com uma abordagem do tema especificamente direcionada para os apicultores, tendo Bruno Moreira apresentado algumas soluções para proteger as abelhas da vespa asiática.

Por fim, recordamos que em caso de detenção de um ninho suspeito deverá contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil e Defesa da Floresta do Município do Bombarral (262 609 020) ou ligar para a linha SOS Ambiente (800 200 250).

Descarregue AQUI o ficheiro com a apresentação do formador Bruno Moreira
Fonte: Município do Bombarral - Paulo Coelho