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Comemorações são organizadas pela União de Freguesias de Bombarral e Vale Covo, com o apoio do Município do Bombarral

Bombarral assinala mais um aniversário da Revolução dos Cravos

23-04-2018
Bombarral assinala mais um aniversário da Revolução dos Cravos
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A inauguração, no dia 22 de abril de 2018, da exposição documental e audiovisual “25 de Abril no Bombarral” marcou o início das comemorações do 44º aniversário da Revolução dos Cravos, numa organização da União de Freguesias de Bombarral e Vale Covo, com o apoio do Município do Bombarral.

A mostra, patente no Museu Municipal do Bombarral, até dia 13 de maio, apresenta-nos como os bombarralenses viveram este importante dia da história de Portugal, elencando algumas das individualidades que mais contribuíram para que os portugueses pudessem voltar a viver em liberdade.

É o caso, entre outros exemplos, do Alferes José Manuel Clímaco Pereira, que vive na linha da frente os momentos mais tensos da revolução, ou dos ex-presos políticos Palmira Matos Macatrão, Adelino Ferreira, Armando Sousa, Frankelim Mil-Homens e Fernando Duarte.

A abertura da exposição coube ao presidente da União de Freguesias de Bombarral e Vale Covo, Sérgio Duarte, ladeado pelos restantes elementos do executivo da União de Freguesias, bem como do executivo da Câmara Municipal.

O autarca começou por sublinhar o sentido da palavra liberdade, enquanto “pilar essencial da democracia”, realçando que “hoje vivemos em democracia e em liberdade porque um punhado de militares libertou o nosso país da mordaça da ditadura”.

Sérgio Duarte defendeu igualmente a necessidade de continuar a “defender a liberdade”, sendo esta exposição mais uma oportunidade de “ensinar aos mais jovens o que foi o 25 de abril”, incutindo-lhes o “quão importante foi este dia”.

Outro dos intervenientes foi Delmar Domingos de Carvalho, a quem coube fazer uma breve introdução ao que o visitante poderá ver neste exposição, tendo realçado o papel que os bombarralenses desempenharam ao longo da história na luta pela liberdade.

"Conversas de Abril"

O primeiro dia das comemorações do 44º aniversário do 25 de Abril de 1974 prosseguiu, no Auditório Municipal, onde tivemos oportunidade de escutar algumas das histórias, contadas na primeira pessoa, de quem viveu de perto a Revolução dos Cravos.

A abertura das “Conversas de Abril” esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal do Bombarral, Ricardo Fernandes, que aproveitou o momento para agradecer a disponibilidade dos ilustres oradores convidados em vir até ao Bombarral partilhar a forma como vivenciaram este acontecimento.

Adelino Gomes, jornalista, José Manuel Clímaco Pereira, Alferes da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, Pacheco Pereira, investigador de história contemporânea, e o Coronel Nuno Santa Clara Gomes, da Associação 25 de Abril, foram os oradores convidados.

Moderada pelo bombarralense José Pires Brazão, a sessão trouxe-nos à memória alguns dos acontecimentos que permitiram que a revolução tivesse o desfecho que os portugueses tanto ansiavam.

Durante mais de duas, o público presente ouviu, deliciado, muitas histórias que ficaram guardadas na memória de quem teve o privilégio de assistir ao acontecimento que viria a libertar Portugal das amarras da ditadura.

A primeira intervenção pertenceu ao Coronel Nuno Santa Clara Gomes que fez questão de sublinhar que se não se pode encarar a “democracia como um bem adquirido”, considera que “precisa de ser mantida, cultivada e preservada”.

Por sua vez, José Manuel Clímaco Pereira recordou a sua participação na revolução e os momentos de maior tensão que viveu, na linha da frente, quando chegou ao Terreiro do Paço e ao Largo do Carmo, em Lisboa.

Adelino Gomes, enquanto jornalista, foi outro dos elementos que integrou a coluna militar que saiu de Santarém até à capital portuguesa, tendo partilhado com os presentes o registo áudio efectuado aquando da chegada a Lisboa, assim como da primeira conferência de imprensa efetuada por Salgueiro Maia e da intervenção dirigida aos populares por parte de Francisco Sousa Tavares.

Por fim, Pacheco Pereira falou sobre a forma como se viveu a revolução na cidade do Porto, recordando alguns episódios que levaram os portuenses a perceber, mesmo sem terem acesso à informação, que algo de importante estava acontecer em Lisboa.

A sessão prosseguiu com a intervenção do público, que de forma entusiasta deu seguimento a esta “conversa”, que tinha tudo para continuar durante muitas horas.

Consulte o programa das comemorações AQUI.
Fonte: Município do Bombarral - Paulo Coelho