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Obra reúne “nata dos historiadores de arte e da arquitectura em Portugal”

“Arte por Terras do Bombarral”

19-09-2017
“Arte por Terras do Bombarral”
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O Município do Bombarral e a editora Caleidoscópio apresentaram este sábado, dia 16 de setembro de 2017, o livro “Arte por Terras do Bombarral”, obra que apresenta o rico património artístico existente no concelho do Bombarral, que inclui algumas obras de enorme relevância que eram desconhecidas até aos dias de hoje.

Com cerca de três centenas de páginas, esta obra é fruto da colaboração de um conjunto de investigadores de renome nas áreas da arqueologia, arquitectura, pintura, escultura, azulejaria, história de arte, entre outras.

Com coordenação de Joaquim Rodrigues dos Santos e Dóris Santos, também autores de textos, o livro conta com a participação de Hélder Carita, João B. Serra, João Vieira Caldas, José Manuel Fernandes, José Meco, Luís Raposo, Manuela Santos Silva, Raquel Henriques da Silva, Sérgio Gorjão e Vítor Serrão.

O retábulo da Ermida de São Brás, cuja autoria se veio a confirmar ser de Baltazar Gomes Figueira, conceituado pintor português do século XVII e pai de Josefa de Óbidos, serviu de mote para se avançar com este projecto de investigação que veio a revelar muitas outras agradáveis surpresas, como reconheceram os próprios investigadores.

A apresentação do livro foi antecedida por um simpósio, que contou com a participação dos vários autores, que de forma resumida apresentaram ao público, que lotou por completo o Anfiteatro Municipal, o seu respetivo trabalho de investigação.

Visivelmente satisfeito e orgulhoso, o presidente da Câmara Municipal do Bombarral, definiu este acontecimento cultural como um “momento mágico”, considerando que “são poucos os municípios portugueses que se poderão arvorar de ter conseguido reunir numa obra a totalidade do património do seu concelho”.

Esse facto, como frisou José Manuel Vieira, deve-se “ao empenho, à dedicação, ao poder de iniciativa e à insistência de dois jovens bombarralenses”, Dóris Santos e Joaquim Rodrigues dos Santos, sem esquecer o conjunto de investigadores envolvidos neste trabalho.

Por fim, o edil afirmou acreditar que a obra “constituirá um enorme êxito”, pois “nenhum outro documento se revelou tão completo e didáctico sobre o vasto património artístico, cultural e arquitectónico do concelho do Bombarral”.

Mais do que um inventário, como salientou Dóris Santos, este projecto ambicionou desde o início apresentar “algo que fizesse a diferença”, tendo por isso sido convidados “os investigadores e os autores que se têm destacado nas áreas específicas para as quais foram convidados”.

Nesse sentido, como sublinhou a historiadora de arte bombarralense, a obra destaca-se pelo “rigor da investigação”, mas também “tivemos a preocupação de que esta fosse uma publicação que chegasse ao público em geral, daí a aposta na imagem”.

Enaltecendo a importância deste projecto a nível da salvaguarda do património, o qual motivou desde logo o restauro de que vai ser alvo o retábulo de Baltazar Gomes Figueira, Dóris Santos frisou que “quando começamos a olhar para o património, que muitas vezes está escondido atrás das portas das igrejas, podemos descobrir pequenas pérolas que merecem ser preservadas e salvaguardadas”.

Tecendo rasgados elogios ao projecto que resultou na publicação do livro “Arte por Terras do Bombarral”, Jorge Ferreira, da editora Caleidoscópio, afirmou que este deveria ser “replicado noutros concelhos do país”.

“Reunir numa obra um conjunto de investigadores desta craveira, que nos trazem, cada um, uma área de saber, abrindo a possibilidade de desenvolver um conjunto de outras iniciativas é deveras notável”, concluiu o editor.

Foi por acreditar que as obras de arte existentes no Bombarral não se resumiram a um quadro da pintora Josefa de Óbidos que Dóris Santos e Joaquim Rodrigues dos Santos decidiram abraçar este projecto, como explicou este último no encerramento da sessão.

O arquitecto bombarralense sublinhou ainda a qualidade do grupo de investigadores envolvidos nesta obra, afirmando mesmo que se trata da “nata dos historiadores de arte e da arquitectura em Portugal”. “É algo que nos podemos orgulhar, porque são poucos os concelhos que terão um livro destes”, acrescentou.

Por fim, Joaquim Rodrigues dos Santos desejou que esta obra possa motivar o envolvimento da comunidade em torno destas matérias, defendendo que cabe a cada um de nós “a responsabilidade de defender e proteger o património que é de todos”.

Para além da publicação do livro e da realização do simpósio, o projecto prevê ainda outras iniciativas como a concepção de painéis expositivos, que já estiveram em exposição durante o evento e que poderão agora ser deslocados para outros locais.

Prevista está igualmente a edição de publicações vocacionadas para o público infanto-juvenil, roteiros turísticos e cadernos temáticos, bem como a realização de ações educativas e de formação de professores, entre outras iniciativas culturais.
Fonte: Município do Bombarral - Paulo Coelho