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Os Oeste Sketchers escolheram a vila bombarralense para a realização da sua Sketchwalk

Um dia a desenhar o Bombarral

14-11-2017
Um dia a desenhar o Bombarral
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Cerca de três dezenas de desenhadores e aguarelistas estiveram este sábado, dia 11 de novembro de 2017, na vila do Bombarral a desenhar alguns dos seus monumentos mais emblemáticos.

Um deles é sem dúvida a Estação de Caminhos-de-ferro, local escolhido para a concentração dos participantes nesta Sketchwalk comemorativa do 10º aniversário dos Urban Sketchers, um coletivo de desenhadores criado em Seattle, no Estados Unidos da América, pelo ilustrador e jornalista Gabi Campanário.

Para assinalar esta data, os vários grupos espalhados pelo mundo foram convidados a desenhar as suas vilas e cidades, o que veio acontecer nos vários cantos do planeta ao longo das 24 horas do dia 11 de novembro.

Respondendo positivamente a este repto, os Oeste Sketchers decidiram viajar até ao Bombarral, “uma zona da qual gostamos bastante e que ainda não tínhamos tido oportunidade de desenhar”, explicou Pedro Alves, coordenador do grupo oestino.

Antes de começarem a desenhar, os cerca de 30 participantes foram recebidos pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Nuno Vicente, que se mostrou muito satisfeito pelo facto de terem escolhido o Bombarral para a realização desta iniciativa.

Acompanharam também o evento a vereadora Patrícia Pereira e o presidente da União de Freguesias de Bombarral e Vale Covo, Sérgio Duarte.

A Estação de Caminhos-de-ferro foi o primeiro monumento a servir de modelo aos desenhadores, que posteriormente dedicaram a sua criatividade à Quinta das Cerejeiras, ao edifico da Câmara Municipal, ao Palácio Gorjão, ao Anfiteatro Municipal, ao Teatro Eduardo Brazão, entre outros.

Ao final da manhã, e já com alguns trabalhos para mostrar, os participantes foram recebidos na Câmara Municipal pelo presidente da edilidade, Ricardo Fernandes, recepção à qual se seguiu um almoço convívio, oferecido pela autarquia, na Mata Municipal.

“Os nossos desenhos são o testemunho dos locais por onde passamos e vivemos”

Falando um pouco sobre o conceito dos Urban Sketchers, Pedro Alves referiu que os seus elementos seguem o código instituído por Gabi Campanário, segundo o qual “temos de registar o mundo em que vivemos da forma mais fiel possível àquilo que nos envolve, dentro da liberdade artística de cada um”.

Por outro lado, os desenhos devem ser executados no local, sendo esta “uma das principais riquezas do nosso trabalho”, frisou o desenhador, acrescentando que “os nossos desenhos são o testemunho dos locais por onde passamos e vivemos”.

“Os cadernos gráficos são o nosso auxiliar de memória, ao folhearmos o nosso caderno vamos buscar as memórias de situações que vivemos ou das conversas que tivemos nos locais por onde passamos”, acrescentou Pedro Alves.

Relativamente aos Oeste Sketchers, trata-se um grupo que deriva dos Urban Sketchers Portugal, que surgiu dois anos depois do grupo internacional, tendo “logo uma rápida ascensão”, até porque “já havia muitas pessoas, como é o meu caso, a desenhar na rua, sobretudo por motivos pedagógicos, para aprender e melhorar o nosso desenho”.

Do núcleo nacional, constituído atulamente por cerca de 200 desenhadores/as, foram depois surgindo vários grupos espalhados por todo o território, ficando no entanto “um vazio na área entre Lisboa e Porto”.

Face a esta situação, “começaram a aparecer grupos não oficiais dos Urban Sketchers mas liderados por entidades camarárias como o foi o caso de Torres Vedras, Aveiro e Coimbra”, explicou o ilustrador.

Os Oeste Sketchers surgem neste seguimento, após um repto lançado pelo grupo nacional à aguarelista e desenhadora Ana Frazão, a quem depois se juntaram André Batista e Pedro Alves. Atualmente a coordenação do grupo está a cargo de Pedro Alves, Ana Ramos e Bruno Vieira.

Não tendo um número oficial de elementos, nos eventos que promovem “contamos sempre com 20 a 30 participantes”, número que varia consoante “o local onde a atividade se realiza”.

Sobre a escolha dos locais onde o grupo se reúne para desenhar, Pedro Alves referiu que “normalmente escolhemos uma zona apelativa para desenhar, mas por vezes são as próprias regiões, Câmaras ou outras entidades que nos convidam”.

Já os participantes, a maioria deslocou-se de vários concelhos da região, mas neste evento “tivemos muitas pessoas de Lisboa”. “Tivemos inclusivamente connosco uma desenhadora austríaca”, frisou.

Para além de desenhadores, como sublinhou Pedro Alves, o grupo integra também “muitos aguarelistas, o que é uma mais valia, porque ao juntar estas sinergias permite aprender uns com os outros”.

Embora alguns sejam da área do desenho, como é o caso de Pedro Alves, que é ilustrador de arquitectura, muitos dos participantes “são de áreas que nada têm a ver com o desenho, apenas têm o gosto por desenhar e por aprender cada vez mais”.

“Acima de tudo o mais importante é o convívio, esta troca de experiências e de conhecimentos”, frisou Pedro Alves. “Nós não temos problema nenhuma em partilhar os nossa sabedoria com os outros”, concluiu.
Fonte: Município do Bombarral - Paulo Coelho