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ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO BOMBARRAL
 
Informações



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MOÇÃO - ELEIÇÃO DO ENG. ANTÓNIO GUTERRES COMO SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

(aprovada por unanimidade em sessão da Assembleia Municipal de 24.11.2016)

A recente eleição do engenheiro António Guterres como Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas constitui um prestígio para Portugal e para todos os que no mundo apreciam a coragem, a lucidez e o humanismo na ação, características que têm definido a respetiva atividade pública como deputado à Assembleia da República, Primeiro-Ministro e Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, centrando-se nas pessoas e nos seus problemas.

De todos os candidatos ao cargo, António Guterres era o que melhor incorpora os princípios humanistas e de valorização da paz, podendo, assim, contribuir para o desenvolvimento e igualdade dos povos, tendo, enquanto alto-comissário das Nações Unidas, assumido sempre uma posição clara, firme e mediática, que obrigou à reflexão de todos para a verdadeira dimensão de uma tragédia que afeta hoje em dia milhões de pessoas indefesas e abandonadas.

Foi por mérito próprio que conquistou a eleição, fator raro hoje em dia e, de per si, revelador do mérito pessoal do engenheiro António Guterres.
Propõem os signatários que a Assembleia Municipal do Bombarral delibere congratular-se com a eleição do engenheiro António Guterres como Secretário-Geral das Nações Unidas, facto que orgulha todos os Portugueses.
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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 24 de novembro de 2016 (AQUI)

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 30 de junho de 2016 - ALTERAÇÃO (AQUI)

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 30 de junho de 2016 (AQUI)

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 29 de fevereiro de 2016 (AQUI)

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VOTO DE REPÚDIO PELOS ACTOS DE TERRORISMO GLOBAL E DE SOLIDARIEDADE PARA COM OS PAÍSES E POVOS VÍTIMAS DO MESMO
(Aprovado por unanimidade em sessão da Assembleia Municipal do Bombarral de 26 de Novembro de 2015)

1. Considerando que é com enorme consternação que o mundo tem assistido a uma vaga crescente de terrorismo que atinge indiscriminadamente cidadãos inocentes de inúmeros países em todos os continentes;

2. Considerando que todos aqueles que prezam os valores da democracia e da liberdade são potenciais vítimas de futuros actos de terrorismo;

3. Considerando que o desenvolvimento da humanidade procura os caminhos da paz, da solidariedade, da liberdade, da fraternidade, da justiça e da igualdade entre todos os seres humanos com respeito pela diversidade cultural, social e religiosa;

4. Considerando que a barbárie dos últimos atentados terroristas em França, Rússia, Quénia, Egipto, Tunísia ou Líbano, entre outros, não nos pode intimidar;

5. Considerando a necessidade da soluções políticas e diplomáticas que levem à reposição de Governos capazes de fazer cumprir a lei cessando com a existência de Estados falhados que constituem abrigo de terroristas e viveiro de guerras com um grau de violência que se desejava banido da face da terra;

A Assembleia Municipal do Bombarral delibera:

a) Repudiar todos os actos de terrorismo que vitimam inocentes e põe em causa a normalidade da vida em sociedade;

b) Manifestar a sua solidariedade com todos os países e povos vitimas desses mesmos actos de terrorismo.

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 26 de novembro de 2015 (AQUI)

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 25 de setembro de 2015 (AQUI)

 
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Convocatória para a Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal do Bombarral de 17 de julho de 2015 (AQUI)

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 26 de junho de 2015 (AQUI)

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 23 de abril de 2015 (AQUI)

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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 26 de fevereiro de 2015 (AQUI)
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FUNDO DE APOIO MUNICIPAL (FAM) - MOÇÃO APROVADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 27 DE NOVEMBRO

“Considerando que: foi aprovado pela Assembleia da República a lei n.º 53/2014, de 25 de Agosto, a qual define o Regime Jurídico de Recuperação Financeira Municipal e regulamenta o Fundo de Apoio Municipal (FAM), a proposta representa para o município do Bombarral a obrigação de contribuir com uma verba pré-definida para o fundo, ao longo de sete anos, com inicio em 2015; a criação do FAM, pela forma como está o seu funcionamento, é mais um duro golpe ao poder local, restringindo mais uma vez a sua autonomia consagrada na Constituição no principio da descentralização e autonomia local, ao impedir a livre gestão dos recursos financeiros municipais. Mais grave é o facto de, unilateralmente, o governo decidir impor um valor de participação a todos os municípios, que prejudica os mais desfavorecidos pois têm mais dificuldade em gerar receitas próprias. Esta lei surge num quadro em que, por anos consecutivos os municípios estão confrontados com a necessidade de dar respostas às populações que vão muito além das competências que lhes são atribuídas por lei e que são da competência do governo. Propõe-se:

1. Repudiar a lei n.º 53/20014, de 25 de Agosto, que visa estabelecer o regime jurídico da recuperação financeira municipal e regulamenta o Fundo de Apoio Municipal, pelo ataque que este diploma representa à autonomia do poder local e às consequências para o Municipio do Bombarral.

2. Divulgação desta proposta junto dos órgãos de comunicação social locais, regionais e nacionais, assim como junto da presidência do Conselho de Ministros, Presidente da República, Assembleia da República e ANMP.”
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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 27 de novembro de 2014 (AQUI)
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VOTO DE PROTESTO APROVADO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 25 DE SETEMBRO DE 2014

“Os membros da Assembleia Municipal do Bombarral vêm apresentar o seguinte voto de protesto: apesar de ter sido divulgado recentemente pelo governo a disponibilização de verbas para a remodelação da Linha do Oeste, tendo sido dado como certo o inicio a curto prazo de obras na mesma, com a eventual correcção do respectivo traçado, verifica-se que a CP continua a desinvestir nesta linha, não honrando o contrato de serviço público de transporte ferroviário celebrado com o Estado e mais ainda, prejudicando de forma flagrante os utentes da mesma, sobretudo no traçado compreendido entre Caldas da Rainha e Torres Vedras, no qual os mais prejudicados são os utentes do concelho do Bombarral.

De facto, durante o corrente mês de Setembro, durante o qual se verificou um aumento de passageiros neste linha em consequência do início das aulas e terminus das férias laborais, vários comboios foram suprimidos.

Sendo que, só na semana que se encontra em curso, até hoje quinta-feira, dia 25.09.2014, foram diariamente suprimidos todos os comboios que partindo da estação de Caldas da Rainha servem a estação do Bombarral às 07:46 horas com destino a Torres Vedras, impedindo assim os alunos oriundos do Bombarral que frequentam os estabelecimentos de ensino daquela cidade, marcarem presença nas aulas no primeiro tempo lectivo, bem como, os trabalhadores de chegarem a horas aos seus empregos.

Contactada a CP a fim de justificar a razão de tais supressões, a mesma informou que tais factos se deviam a avaria do material circulante, não havendo possibilidade financeira para a reparação do mesmo.

O que, louvando-se a franqueza, atesta o completo desinvestimento no material circulante da Linha do Oeste e pior ainda o total desprezo pelos passageiros da mesma, os quais, pagando inclusivamente os seus passes, esperam que aquela empresa cumpra o dever de serviço de transporte público ferroviário, pelo qual recebe do Estado as respectivas indemnizações compensatórias.

Ora os passageiros da Linha do Oeste e mais concretamente, os que são oriundos do concelho do Bombarral, merecem ser respeitados, mas também eventualmente, indemnizados pelos prejuízos causados pela CP, provenientes não só dos custos adicionais que têm de suportar em transporte e pelos incómodos que afectam as suas vidas, mas também pelo roubo de que se sentem alvo, pois muitos deles, pagando antecipadamente, através da aquisição dos respectivos passes, um serviço que pretendem utilizar, são repentina e imprevisivelmente privados do mesmo.

Razão pela qual, os subscritores deste Voto de Protesto, requerem que o mesmo seja aprovado por esta assembleia, em minuta, enviando-se cópias do mesmo á administração da CP, senhor Ministro da Economia, senhor Secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, senhor Provedor de Justiça, Câmaras e Assembleias Municipais de Caldas da Rainha, Óbidos e Torres Vedras, Comunidade Intermunicipal do Oeste, órgãos de comunicação social regional e local, designadamente “Jornal Noticias do Bombarral”, “Área Oeste”, “Gazeta das Caldas”, “Jornal das Caldas”, “Jornal Badaladas”, “Tinta Fresca”, “Oeste Global”, “Agência Lusa”, “Correio da Manhã”, “Jornal o Público” e “Diário de Notícias”.”   
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MOÇÃO SOBRE ENCERRAMENTO DO TRIBUNAL DO BOMBARRAL APROVADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 25 DE SETEMBRO DE 2014

Foi deliberado por unanimidade e em minuta aprovar a seguinte moção: “Tem vindo a decorrer neste mês de Setembro a implementação do novo mapa judiciário perante o qual o município do Bombarral é um dos que foi espoliado do seu serviço de justiça com o fecho do seu tribunal de comarca.

Está em curso uma reforma contra a qual lutámos pois no total desqualifica mais de duzentas comarcas, onde o acesso à justiça vai ficar mais caro e até inacessível para muitas pessoas que serão obrigadas a deslocações bastante penosas.

Para os membros com assento na Assembleia Municipal do Bombarral, esta reforma representa a negação do direito do acesso à justiça, aprofundando as assimetrias regionais, com graves prejuízos para as regiões mais desfavorecidas.

Como tal, manifestámos e continuaremos a manifestar sempre o nosso repúdio e desagrado por esta errada e desastrosa decisão política.

Consideramos que não houve nunca disponibilidade por parte do ministério da justiça para um dialogo franco e aberto quer com os municípios e com os órgãos que os representam, quer com os demais agentes da justiça que foram subestimados em todo este processo.

Foi por estas razões que os bombarralenses estiveram presentes em várias manifestações, reuniões e eventos, promovidos contra o encerramento dos tribunais, tendo o nosso apoio sido dado também ao elevado número de advogados, autarcas, funcionários judiciais e populares que se juntaram, no protesto junto à Assembleia da República, em Lisboa.

A reforma judiciária, através da reorganização e do encerramento de tribunais por todo o país, e que entrou em vigor neste mês de Setembro, sem qualquer garantia de funcionamento dos serviços de acolhimento dos milhares de processos que foram retirados às comarcas extintas, como se comprova pelo caos vivido actualmente.

Face ao exposto, apresentamos o nosso veemente protesto contra uma reforma que afecta inequivocamente o nosso concelho ao ficar desprovido de qualquer serviço judiciário e sem condições de assegurar uma solução condigna, à sua população.

A nossa autarquia não esquecerá nunca os efeitos desta medida e continuará a lutar pelo direito que devem ter os nossos cidadãos em termos de igualdade no acesso à justiça, como noutras áreas fundamentais para o município.

Assim, porque é nossa absoluta convicção que o tribunal do Bombarral cumpria os requisitos necessários para se manter em funcionamento, sem custos em termos de espaço já que o mesmo foi adquirido e disponibilizado a custo zero pela autarquia;

Porque vai inevitavelmente haver consequências gravosas para a economia local com a inevitável perda de tempo e despesas com deslocações;

Porque dificultar o acesso à justiça através da distância e do custo não é uma medida sensata ou prudente;

Porque as políticas centralistas assentes em pressupostos exclusivamente economicistas não são historicamente uma boa decisão;

Propomos que a Assembleia Municipal do Bombarral delibere manifestar o seu total repúdio com a decisão e ausência de diálogo por parte do Ministério da Justiça e que no prazo de 30 dias a Câmara Municipal do Bombarral interponha as acções necessárias com vista a exigir uma indemnização pelo encerramento do Tribunal da Comarca do Bombarral em face das avultadas despesas tidas no pressuposto que garantia o funcionamento do tribunal no Bombarral, justificado anseio de décadas e obrigando a reiniciar a luta pela sua reabertura.

Mais propomos que desta moção seja dado conhecimento ao senhor Presidente da República, ao senhor Primeiro-Ministro, à senhora Ministra da Justiça, ao Secretário de Estado da Justiça, à Procuradoria Geral da República, Presidente da OesteCIM e à comunicação local, regional e nacional.”
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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 18 de junho de 2014 (AQUI)
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Sessão solene comemorativa do 25 de Abril - 2014

Serve a presente para convidar V.Ex.ª para uma sessão solene da Assembleia Municipal do Concelho de Bombarral, que terá lugar no próximo dia 25 de Abril, pelas 10:30 horas no salão nobre do edifício dos Paços do Municipio, para assinalar o 40.º aniversário do 25 de Abril de 1974.
 
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Convocatória para a Assembleia Municipal do Bombarral de 10 de abril de 2014 (AQUI)
 
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MOÇÃO APROVADA POR UNANIMIDADE EM SESSÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO BOMBARRAL DE DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2014
 
A Assembleia Municipal do Bombarral, reunida em sessão ordinária no dia 27/02/2014, vem repudiar a desastrosa decisão do Governo, aprovada recentemente em Conselho de Ministros, de encerrar o Tribunal Judicial do Bombarral.
 
Trata-se de uma decisão desastrosa, porque retira aos cidadãos do concelho do Bombarral o direito, constitucionalmente garantido, de acesso à justiça, uma vez que estes, para que possam exercer tal direito, terão de passar a deslocar-se aos concelhos de Caldas da Rainha, Alcobaça e Leiria, os quais distam mais de 20, 45 e 70 quilómetros, respectivamente. Sendo que, no caso de Alcobaça e Leiria, não existe qualquer transporte público, que partindo do Bombarral, permita o acesso àquelas cidades no período da manhã. Deste modo, a distância, será um factor dissuasor para os cidadãos do nosso concelho de acederem à Justiça que lhes é devida.
 
Tal medida constitui por isso, uma enorme atrocidade para os cidadãos deste concelho e um grave retrocesso civilizacional!
 
Por isso, considera esta Assembleia que tudo deve ser feito para impedir que o encerramento do Tribunal do Bombarral se transforme em realidade.
 
Nesse sentido, recomendamos ao Sr. Presidente da Câmara que, na sequência da deliberação aprovada em Sessão de Câmara no passado dia 19/02/2014, interponha rapidamente nos Tribunais competentes, em nome do Município, uma providência cautelar destinada a impedir o encerramento do Tribunal e a entrada em vigor do diploma que prevê tal situação. Assim como, interponha uma acção de indemnização contra o Estado Português, destinada a ressarcir o Município do Bombarral pelos prejuízos que sofrerá em consequência de tal encerramento.
 
Por outro lado, recomendamos ainda que, pelo Sr. Presidente da Câmara seja peticionada, com carácter de urgência, à Comissão da Assembleia da República de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, uma audição parlamentar, cujo assunto será o encerramento dos Tribunais em consequência da entrada em vigor da Nova Lei Orgânica dos Tribunais Judiciais e seus diplomas regulamentares.
 
Desta Moção deverá ser dado imediato conhecimento ao Sr. Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, bem como, a todos os Municípios, em cujas áreas respectivas esteja previsto o encerramento dos respectivos Tribunais, a fim dos mesmos, juntando-se ao Município do Bombarral, dirigirem idêntica petição à supra referida Comissão da Assembleia da República, para que, decidindo a mesma, conforme se espera, levar a cabo tal audição, nesta participem os referidos Municípios, assim como, a Direção da A.N.M.P. que a todos representa, por forma a ser desencadeada uma jornada de luta, que tenha como um dos seus pontos altos a deslocação à Assembleia da República de todos os autarcas pertencentes a estes órgãos.
 
Desta Moção deverá ainda ser dado conhecimento, ao Sr. Presidente da Delegação da Ordem dos Advogados no Bombarral, Sra. Bastonária da Ordem dos Advogados, Sr. Presidente do Conselho Superior da Magistratura, Sr. Presidente do Conselho Superior do Ministério Público, Sr. Presidente da Oestecim, Sra. Ministra da Justiça, Sr. Primeiro-Ministro, Srs. Presidentes dos Grupos Parlamentares dos Partidos Políticos com assento na Assembleia da República, Sr. Presidente da Comissão da Assembleia da República de Direitos, Liberdades e Garantias, Sra. Presidente da Assembleia da República, Sr. Presidente da República.
 
Esta Moção deverá igualmente ser divulgada a todos os órgãos de comunicação social local, regional e nacional e ser publicada no Portal electrónico da Autarquia.
 
Bombarral, 27 de Fevereiro de 2014 
 
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Convocatória da Assembleia Municipal do Bombarral de 27 de fevereiro de 2014 (AQUI)
 
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Moção da Assembleia Municipal do Bombarral de 22 de de fevereiro de 2013
Em defesa do Poder Local Democrático
 
Nunca como hoje o Poder Local Democrático sofreu um ataque tão profundo e diversificado, nunca o pilar do Estado Democrático tecido de proximidade e participação foi tão fortemente abalado.
 

A pretexto da modernidade emergem propósitos de amputar o Poder Local de características que lhe são essenciais, de recursos financeiros e de meios humanos e técnicos necessários à sua ação.

A pretexto do controlo da dívida pública, controlam-se, de facto, as opções e as políticas das autarquias e a sua ação ao serviço das populações que as compõem. Como se não bastassem as obrigações de «informar» com detalhe e frequência que raiam a coscuvilhice e os despachos de autorização ministerial, pretende-se a criação de estruturas supramunicipais destinadas a sugar alguns dos poderes dos municípios e a exercer tutela efetiva em clara fraude à Constituição.

Pretende- legitimar a destruição de mais de um milhar de freguesias e, a breve prazo, a liquidação de algumas dezenas de municípios.

Reduzem-se os efetivos em pessoal, degradam-se a qualidade técnica dos serviços e a capacidade de enquadramento e direção do trabalho.

E prossegue a brutal asfixia financeira, com a diminuição do montante da participação nos recursos públicos que cabe às autarquias, a afetação de acréscimos de receita a fundos e outras formas de os sonegar à gestão autárquica, a elevação dos encargos existentes e a criação de novos encargos.

Tudo enquanto aumenta exponencialmente a carga tributária sobre as populações e se degradam os serviços que lhes deviam ser prestados.

Assim:

A Assembleia Municipal de Bombarral, reunida em 22 de fevereiro de 2013, delibera:

1.º Repudiar a eliminação de freguesias e reclamar a inversão do processo no sentido da real aproximação aos eleitores e da pronta resolução dos seus problemas;

2.º Rejeitar a ingerência governamental na gestão dos assuntos locais e todas as formas oblíquas de concretizar limitações à autonomia dos municípios e das freguesias, especialmente através da tutela de reguladores e de pseudogestores sem legitimidade democrática direta;

3.º Rejeitar o esvaziamento dos municípios inscrito na proposta de legislação sobre atribuições e competências, inseparável do projeto de liquidação de municípios presente no pacto subscrito pelas troikas;

4.º Manifestar a sua oposição ao esbulho sistemático de recursos financeiros e ao acréscimo de encargos e exigir a progressiva reposição da capacidade financeira dos municípios, o alargamento dos recursos do Estado afetos às freguesias, o fim das consignações e a uma distribuição equitativa e transparente.

5.º Reafirmar o seu empenho na defesa do serviço público sob controlo democrático, do Poder Local Democrático e, sobretudo, das populações que representa.

6º Enviar a presente moção ao Presidente da República, à Presidente e aos Grupos Parlamentares na AR, ao Governo, à ANMP e ANAFRE e à Comunicação Social.

 
Moção da Assembleia Municipal do Bombarral  de 22 de fevereiro de 2013
Sobre a proposta de alteração da Lei das Finanças Locais
 
Considerando que a Constituição da República Portuguesa consagra, designadamente que “o regime das finanças locais visará a justa repartição dos recursos públicos pelo Estado e pelas autarquias e a necessária correção das desigualdades”, o que ficou registado na primeira Lei das Finanças Locais – Lei 1/79, que correspondeu a um importante progresso na autonomia financeira das autarquias, seja quanto ao montante global da receita, seja no estabelecimento de critérios objetivos da sua distribuição pelos municípios e na simplificação do processo de transferência, seja da proibição da existência de quaisquer formas de subsídio ou comparticipação, combatendo a distribuição discricionária e só para alguns;
 
Considerando que, no entanto, o pendor centralista dos sucessivos governos e a sua resistência ao cumprimento da autonomia financeira das autarquias conduziu a três décadas de conflito e de sucessivos incumprimentos, o que só foi travado com a luta persistente das autarquias, de que são exemplo a Lei 1/87 e a Lei 48/98, embora com insuficiências e recuos face à primeira Lei das Finanças Locais, mas, depois, novamente agravado com a Lei 2/2007, que ainda está em vigor, e que constituiu um rude golpe contra a autonomia financeira das autarquias locais;

Considerando que esta evolução negativa dos regimes das finanças locais, com o conjunto dos constrangimentos que a acompanha, é o resultado das opções neoliberais e das principais conceções que as dominam: redução do papel do Estado, desinvestimento público, alienação de funções e serviços públicos, oneração crescente sobre as populações;

Considerando que, desde 2010, se entrou numa nova fase de total arbitrariedade e violação do regime de finanças locais, usando como pretextos a “redução do défice” e o dito “memorando de entendimento” entre as troikas nacional e estrangeira, o que conduziu a novas reduções nas transferências para as autarquias locais (em 2010 foram reduzidas, a meio do ano, em 100 milhões de euros nas verbas inscritas no Orçamento de Estado para esse ano; em 2011 em 245 milhões de euros – menos 227 milhões de euros para os municípios e menos 18 milhões para as freguesias; em 2012 e 2013 novas reduções correspondentes a 0,1% do PIB, o que fará com que, em 2013, haja menos 480 milhões de euros inscritos no OE relativamente a 2010);

Considerando que está já agendada na Assembleia da República uma nova proposta de lei para alterar a Lei das Finanças Locais, a qual pretende a total liquidação da autonomia financeira das autarquias locais, que, por exemplo:

Em termos financeiros: a proposta reduz de 25, 3 para 18,5% a participação dos municípios na partilha de recursos públicos e de 2,5 para 2% a participação das freguesias; elimina o IMT enquanto receita de imposto devido aos municípios nas transações imobiliárias; e cria um Fundo de Apoio (FAM) de resgate de municípios em falência que os outros municípios terão de pagar, desviando verbas que eram para todos;

No plano da autonomia – com diversas propostas, incluindo a possibilidade de serem estabelecidos, pela via da Lei do Orçamento de Estado, limites adicionais à dívida total autárquica, fixação de limites adicionais à assunção de atos que determinem encargos financeiros, novas reduções dos montantes que resultariam da aplicação da lei face a  situações ditas excecionais, como o cumprimento das regras do Pacto de Estabilidade (PEC); novas restrições na área do financiamento municipal perante terceiros e mais ingerências do Governo, incluindo na retenção de verbas do FEF.

Considerando que uma nova lei de finanças locais com base nesta proposta agravaria ainda mais a situação do Município de Bombarral

A  Assembleia Municipal de Bombarral reunida em 22 de Fevereiro de 2013, delibera:

1. Pronunciar-se contra a nova Proposta de Lei das Finanças Locais recentemente apresentada na Assembleia da República, por ser um verdadeiro atentado à autonomia das autarquias locais;

2. Apelar aos deputados de todos os Grupos Parlamentares que defendam o Poder Local Democrático e a autonomia financeira das autarquias, rejeitando esta proposta de lei quando for votada na Assembleia da República;

3. Divulgar e denunciar publicamente o grave conteúdo desta proposta de lei e o perigo que representa para as autarquias locais, que ficariam com mais dificuldades de responder aos problemas das populações, sem os adequados meios financeiros.

4. Enviar esta moção ao Presidente da República, à Presidente e aos Grupos Parlamentares na AR, ao Governo, à ANMP e ANAFRE e à Comunicação Social.